"Oie" me dizia ele sorrindo quando nos encontrávamos na saída do Ticen, todo dia, às 22h35. Eu lhe sorria de volta, respondendo com um "boa noite!".
Apenas nos finais de semana não nos víamos. Mas me lembrava dele. Me lembrava dele pela sua gentileza. Por sua felicidade em me ver mais uma noite. Por seu sorriso. Me lembrava dele porque se lembrava de mim.
Seu rosto não era tão bonito, usava óculos de grau, era baixinho, quase sem cabelos, e as expressões de sua pele mostravam que ele já havia vivido bastante. Bastante, mas não o suficiente.
Certo dia ele não apareceu. Fiz do meu passo mais lento, mas de nada adiantou. Quem sabe ele tenha perdido a hora. Quem sabe tenha perdido o ônibus. Quem sabe tenha passado antes. Ou, quem sabe, tenha se esquecido de mim.
Por: Isa
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